Carnaval pra mim é coisa do capeta! Eu não sou nenhuma puritana nem demagoga.
Mas dentre tantas festas, a festa da carne é a que menos me agrada. Eu prefiro mesmo é aproveitar os dias de folga pra colocar a casa em ordem. Sábado e domingo eu tirei o dia pra faxina da casa e das minhas coisas, e funciona!
Dizem que pra brasileiro o ano só começa depois do carnaval, pra mim a única coisa que começa depois do carnaval é a semana santa. E até lá meu bem, eu tenho muita coisa pra fazer.
Cheguei cedo na fábrica, tenho tasks pra fazer, pra testar, pra implantar… não to com tempo pra sambar não.
Já faz um tempo que não escrevo sobre como estão sendo minhas aulas de ballet. Como são muitas emoções, vou começar pelas sapatilhas.
Eu não sei se todo mundo sabe, mas quanto uma bailarina deixa de fazer ballet por um tempo e depois retorna ela não pode logo de cara usar as sapatilhas de ponta. Ainda mais no meu caso que fiquei mais de 8 anos sem praticar. Só pra se ter uma idéia tive que trocar colãs, meias e sapatilhas.
Sobre as sapatilhas eu tentei achar um modelo (dentre os vários existentes) que fosse mais confortável e que prejudicasse o quanto menos minha coluna (desde o acidente de carro minha última vertebra nunca mais foi a mesma).
Experimentei o modelo tradicional, mas acho que esses modelos desfavorecem muito o peito do pé e o arco inferior. A gente fica com a impressão de que está forçando pouco, de que não está fazendo nenhum esforço.

Dai tentei o modelo com saltinho, esse modelo é menos tradicional para as bailarinas de clássico mas possui na parte de baixo uma espécie de amortecedor elástico que adere muito mais o pé a sapatilha, o pé fica bonito mas finalizar um ‘Rond de jambe’ é complicado e causa dor na parte anterior da virilha.

Novamente na busca de uma sapatilha meia ponta que não me deixasse com dor e que não mostrasse o tamanho do esforço pra mostrar o pé achei essa última sapatilha, que recomendo. É confortável, acomoda bem o pé, não só na parte posterior quanto na parte anterior.

O saltinho fica por dentro, é da capézio o modelo é o Prince.
Porque já sabe né? Se eu gosto eu recomendo.
Então deixa eu aproveitar o restinho de tempo do meu almoço pra contar um pouquinho do que anda acontecendo do lado de cá né…
De trabalho tá tudo corrido, os dias estão passando cada vez mais rápido e a sensação que eu tenho é que mesmo me desdobrando o tempo nunca é suficiente. De ballet tá tudo dolorido, sinto dores em todas as partes do corpo, acho que isso vai passar logo logo, até lá me esforço pra usar salto porque pelo menos a panturrilha dói menos ![]()
De babyclass teacher tá tudo fofinho demais, as meninas são umas gracinhas, obedientes e disciplinadas, falta mesmo é mais tempo pra montar as aulas com mais capricho… eu tenho isso de sagitarianos em mim… nunca estou satisfeita 100%. Isso deve ser bom pelo menos.
De coração eu vou dizer uma palavra e no more questions please… eu só quero o que é impossível!
Mas apesar de tudo tá tudo valendo… até a dorzinha de cotovelo ![]()
É isso entonces, eu volto com fotos das meninas, com os posts das minhas reformas com as fotos que eu nunca termino de montar. Cuidem-se!
Meta 8 – Praticar algum esporte por pelo menos seis meses
Voltei a fazer ballet, e quer saber? É como se eu nunca tivesse parado, o encantamento continua o mesmo. É óbvio que nas primeiras aulas a mente trabalha num ritimo diferente do corpo, vou explicar o que acontece. A sequência é passada, você presta atenção na posição dos braços, dos pés, postura da coluna e coxas. Na sua mente tá tudo certo, mas quando solta a música o seu corpo não corresponde a tudo o que seu cerebro comandou.
Mas isso é só no começo. Com o passar das aulas o corpo volta a ficar mais maduro, a elasticidade, até os movimentos dos braços e cabeça passam a ser mais ‘automáticos’ digamos assim.
O que eu tenho a dizer? Espero daqui a um pouco voltar a usar minha ponta e sofrer com os calinhos…rs