As vezes é preciso tão pouco…

tão pouco pra me deixar feliz… e ainda assim não acontece :(

Dormir é bom…

Dormir é bom, e dependendo do ponto de vista não conseguir dormir é bom também…
Sim, eu havia reclamado que não me respeito, etc e tal. Lendo o que eu mesma escrevi comecei a me auto-analisar e percebi que nada acontece tão fora do meu controle que eu não queira.
Foi assim que larguei tudo fazendo os updates automáticos, escancarei o portão e fui providenciar a troca de óleo, enfim, um chek-up rápido. Cheguei em casa por volta das 22:00h finalizei o micro e o palm, tomei meu banho e fui dormir.
O resto, tudo easy, sexta no trabalho algumas reuniões, alguns arranca rabos e só. Confirmei o endereço com o Rodrigo (que por um acaso quase chego no trabalho dele e não na casa…rs), puxei mais um mapinha básico no Maplink, só pra me garantir ;)
Cheguei em casa atrasada (trânsito péssimo na Dutra), arrumei algumas coisas, joguei mais algumas roupas e sapatos no carro e começou minha dor de cabeça.
Tomei um remédio daqueles de gel que matam a dor de cabeça na hora, deitei pra descansar um pouco antes de pegar a estrada. O problema é que o cochilo durou um pouco mais. Depois de 2 horas tinha tomado meu banho, e já tava na frente da Dutra ligando pro Rodrigo avisando que eu tava saindo. O resto foi tranquilo, Dutra tranquila, percurso fácil (apesar da explicação inversa do Rodrigo…rs). Chegada com abraço gostoso(sem beijo ainda), os dois meio sem graça… papinho vai papinho vem e pronto… nem parecia que já tinha se passado um mês.
E a parte de dormir entra nesse momento, porque eu tentei, e tava bem cansada pra isso, mas o Rodrigo é impossível… ele diz que não, mas sim a culpa é dele! Sem nem ter dormido direito acordamos ou só nos levantamos lá pelas 11:00h…rs, e fomos pro Museu do Ipiranga, passeio nos jardins (tiozinho tocando uma gaita de foley nada a ver…rs) e almoço no shopping Higienópolis.
Ruim mesmo é despedida, nunca achei bom … a gente beija, abraça, diz um monte de coisa que sei lá se deveria dizer ou deixa de dizer coisas que se deveria dizer e pega o carro e volta pra casa… cochila no sofá, vai pra cama louca pra tentar dormir e alguém te acordar mas vc só acorda mesmo… no outro dia, tendo tido um sono completo… e não ter dormido faz uma falta…

Num teve jeito

Num teve jeito não… me entreguei a João.
O povo fala demais, diz que ele é mal humorado e por ai vai, mas quando ele abre a boca e pega no instrumento ah Jesus… o que é aquilo, que homem, que talento…
Ah João Gilberto porque foi que não te descobri antes…

Tuli’s firewall

Hoje vai ser a despedida da Tuli aqui do Brasil, a parte dela no projeto está encerrada e o restante fica por minha conta. Um desafio enorme, e saudade da compania que ela fez por 3 meses.
Pra comemorar bebemos, inclusive eu que relembrei os tempos de cursinho tomando uma tequila… obviamente não tenho mais o mesmo pique. Mesmo assim foi super divertido e contou com a presença da Marie, da fofa da Karina e seus respectivos maridos David’s e lógico a Tuli.
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Noventão

Pois é, hoje o vovô se tornou o novo noventão do pedaço! Meu avô é fantástico, ama seu trabalho, sua família, é um fofo super ativo e adora beijo…rs
Vôzinho, a vida já te ensinou demais, te deu e tirou filhos, de trouxe experiências enormes, mas não tão grandes quanto as que recebemos numa conversa de 5 minutos que seja contigo.
Amo-te!DSC00002.JPG

O que eu sinto

Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

Caixinha

Eu tenho uma caixinha que guardo cartas, bilhetinhos, agendas antigas dentre outras coisinhas. Eu chamo a caixinha de caixinha da saudade. Esses dias estava organizando minhas gavetas quando vi a caixinha lá no cantinho e comecei a fuçar. Tinha bilhetinhos hilários, lembrei que eu era viciada em deixar bilhetinhos. Deixava bilhetinho na camisola da minha mãe, no bolso das camisas do meu pai, na carteira do meu irmão, na bolsa da minha irmã, na escola desenhava carinhas e deixava recadinhos pra todas as meninas. É engraçado como o tempo passa e a gente perde manias sadias. Eu sinto muito falta de receber cartinhas, bilhetinhos. Acho coisinhas assim as maiores demonstrações de afeto. Acho que até minha mãe deve sentir falta disso… achei vários bilhetinhos dela também… no final ela sempre colocava assim… “da mãe que te ama… Hélia”
Ainda fico com os olhos marejados quando leio os bilhetinhos dela…

Surpresas da vida…

E é o que a vida senão as surpresas que ela nos prega não é? Mal tinha absorvido meus dezoito e já vem os vinte e… ah não quero comentar certo? Pensei que nesta última tudo seria como nos outros vinte e poucos anos anteriores, mas este foi um tanto atípico… Não por meus amigos que sempre ligam, mandam mensagens por email ou no telefone, nem pela minha mãe, pai, irmãos e sobrinhos que sempre inventam aqueles bolinhos de última hora e esquecem de comprar as velinhas sabe… Mas este foi um aniversário difícil, porque o ano não foi lá muito legal comigo, talvez nem eu mesma tenha sido legal comigo mesma. Mas enfim… Meu tio descobriu,logo numa data de comemoração digamos assim (não acredite que isso é puro egoísmo, longe de mim, mas porque não desejo isso à ninguém) que suas tosses, suas dores nas costas não era simplesmente uma pneumonia qualquer. Até mesmo porque todo o mal estar parecia que não passaria nem tão cedo. Todas as tentativas de fazer com que suas dores passassem foram feitas, desde o chá que a tia de não sei quem disse que passaria até os remédios com cada preço mais cabeludo que o outro. Ele estava mais do que convencido a procurar a causa de suas tosses, e nós como família que somos, agora nos manteriamos ainda mais unidos. A notícia não foi totalmente agradável porque a “tal” tosse era um “pequeno” tumor localizado no pulmão esquerdo. Logo meu tio poxa que não fuma, não bebe, putz o cara é filosofo, historiador, já foi padre, enfim, o cara é da paz! Sabe quando você acredita que poderia acontecer com qualquer pessoa, mas com alguém tão próximo não… é assim que todos nós estamos nos sentindo. Neste momento reclamar, desacreditar ou desanimar não é nem de longe atitudes a serem cogitadas pela minha família. E quer saber, essas coisas apesar de serem tristes e tudo mais, nos une, nos faz acreditar que Deus existe, e que nada acontece por acaso. O que é a vida a não ser as surpresas que a vida nos prega, importante e digamos difícil é tirar lição de todos estes momentos.

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